Vou mesmo fazer faculdade. Passei no processo (cof, cof) seletivo.
segunda-feira, 20 de dezembro de 2004
sábado, 18 de dezembro de 2004
Bingo
Num falei? Ontem à noite a Laura quis filar o suco que eu estava tomando e eu escutei um barulho batendo no vidro do copo: os dentinhos! E eu já estou no terceiro filho e ainda fico boba, boba quando faço essas descobertas.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2004
Pequeno Dicionário das Doenças-Mala de Criança:
Roséola, ou Exantema súbito: Vírus. Comum entre 6 meses e 2 anos de idade. Provavelmente vai aparecer pouco antes dos primeiros dentinhos. Começa de repente, com uma febre sem-vergonha que dura de 3 a 4 dias. Não existe qualquer outro sintoma aparente, nem foco de infecção. No terceiro dia, você começa a notar um discreto padrão "rajadinho" na pele da criança. No quarto dia, a febre vai embora assim, sem dizer tchau, e larga para trás uma pipoqueira avermelhada que se concentra principalmente no rosto e na barriga do bebê. Sua cria fica chata, parecendo um salame por mais 3 ou 4 dias, e depois tudo volta ao normal.
Roséola, ou Exantema súbito: Vírus. Comum entre 6 meses e 2 anos de idade. Provavelmente vai aparecer pouco antes dos primeiros dentinhos. Começa de repente, com uma febre sem-vergonha que dura de 3 a 4 dias. Não existe qualquer outro sintoma aparente, nem foco de infecção. No terceiro dia, você começa a notar um discreto padrão "rajadinho" na pele da criança. No quarto dia, a febre vai embora assim, sem dizer tchau, e larga para trás uma pipoqueira avermelhada que se concentra principalmente no rosto e na barriga do bebê. Sua cria fica chata, parecendo um salame por mais 3 ou 4 dias, e depois tudo volta ao normal.
domingo, 12 de dezembro de 2004
Primeiro febrão da Laura. Está derretendo meu coração: a moringuinha fervendo, o zóinho muuuurcho, e ainda assim, sorrindo e aplaudindo a gente.
sexta-feira, 10 de dezembro de 2004
Fui dormir magoada, sonhei com uma briga onde meu interlocutor usava um tom insuportável de desdém e briguei de fato logo cedo, ao notar que o dito cujo estava disposto a usar o mesmo tom do sonho. No fim, melhor abafar, porque o motivo é besta e isso não vai levar a nada, mas metade do dia já se foi e meu coração continua inchado que nem feijão que dormiu na água.
Eis uma constatação desprovida de qualquer amargura, mas ainda assim, consternadora: eu não sei sonhar. Dormindo sim, tenho sonhos divertidíssimos. Mas sonhar, imaginar uma situação ideal, saborear todos os detalhes da fantasia e tal, putz, não rola. É igual fazer abdominal: incomoda, cansa, começa a doer e bah, quem precisa disso?
Será esse o meu destino? Virar uma pançuda conformista?
quinta-feira, 9 de dezembro de 2004
A Laura é um bebê bem-humorado e descomplicado. E agora estou começando a perceber uns traços interessantes de personalidade: ela também é pragmática. Tá lá batendo palminha, na maior folia. Eu me animo e bato palminha também, soltando pequenos guinchos. Ela pára e fica me encarando como se dissesse: "Eita. Queisso agora?" Me dá vergonha.
Até que não seria má idéia casar e ganhar panela, toalha de banho, baixela, lençol. Tou meio cansada desse ranço de república aqui do meu lar.
Eu passo, apreendo, peso, meço, faço as compensações aqui dentro e sigo mudinha. Sou um fracasso de interação.
Marido me deu, ano passado, o palm véio e ralado, pra eu anotar coisas importantíssimas, como receita de bolo e telefone de comadre. O pobre ficou solto na minha bolsa, junto com outras coisas useless, como a minha carteira sem dinheiro e a colher que eu levo pra todo lado, (e que já me rendeu muito deboche em porta giratória de banco). Hoje resolvi passar a limpo todos os meus contatos, e pesquei o palm lá de dentro. Sem pilha. Deve ter ficado ligado durante meeeeses, gritando inutilmente: "Me usa! Me usa!" Disfarçando a minha satisfação, voltei às minhas cadernetas desbeiçadas e às canetas bic.
Enquanto isso, Marido morre de lombrigas, sonhando com o brinquedinho novo.
Enquanto isso, Marido morre de lombrigas, sonhando com o brinquedinho novo.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2004
Santa Inocência
Felipe, 6 anos, me ajuda a ninar Laura, 7 meses:
"Nana, nenê
que a cuca vem pegar
papai foi na roça
mamãe foi cafetar...
"Nana, nenê
que a cuca vem pegar
papai foi na roça
mamãe foi cafetar...
domingo, 5 de dezembro de 2004
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