terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Eu briguei com o Memo agora há pouco, porque ele levou os meninos para o clube. Eles vão passar a tarde na piscina, sem nenhum adulto tomando conta.

"Mas são férias, e eles vão ficar dentro do clube", disse ele.
"Mas eles não sabem nadar", disse eu.
"Mas eles ficam só no raso", disse ele.
"Mas eles podem ir parar no fundo sem querer", disse eu.
"Mas você descia o rio em cima de tronco de bananeira com a idade deles", disse ele.
"Mas eu sabia nadar", disse eu.
"Mas você não sabe nadar até hoje", ele disse.
"Mas minha mãe nunca soube disso", disse eu.

"Vamos logo, pai", disseram eles.
E foram.

Nervo.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Os últimos 10 dias foram extenuantes, mas revigorantes.
Eu estava sem trabalhar desde o nascimento da Júlia (o que até foi bom, porque do jeito que tava a minha cabeça...). Mas aí, quando mudamos para cá, comecei a mandar emails e currículos pra todo lado, a título de mexer o rabo. De repente, e na mesma semana, recebi uma tonelada de trampo de legendagem, vários capítulos de um livro pra traduzir e um teste pra uma editora. E ainda que tudo isso tenha me deixado louca, com o célebro derretido e uma tendinite das mais cuéis; e que tenha sido acompanhado de um vírus de computador e um vírus de gripe super-hiper-mega-blaster pernicioso, eu consegui dar conta. Me sinto cheia de borbulhinhas, efervescente feito a champanhe que vou tomar pra comemorar o fim deste ano. Ou ié.