Boas notícias!
A falta de ar e a dor no peito que minha mãe vinha sentindo há meses foi emboraaaaaaaa!
Eu andava com tanto medo de perder a minha mamãe, me sentindo tão impotente diante de tudo o que vinha acontecendo... Até que a geriatra da minha avó, sabendo que o angu andava encaroçado, matou a charada e ordenou que mamãe voltasse a tomar fluoxetina. Isso foi segunda-feira. Já faz duas noites que a Dadinha dorme feito um anjo, sem falta de ar nem sobressaltos. Era ansiedade, tadica.
Meu avô, ainda no hospital, está melhorando, na medida do possível. Agora precisamos pensar em como cuidar dele quando ele receber alta; ele vai se alimentar através de sonda pelo resto da vida e provavelmente não vai mais andar. Ainda assim, acho surpreendente que ele tenha conseguido superar a pneumonia e a paralisia intestinal: ele está mesmo brigando para melhorar.
Da última vez que passei a noite com ele, levei o notebook recheado de Beethoven e Chopin e coloquei na cabeceira da cama, bem baixinho, pra ele ouvir. Assim que ouviu os primeiros acordes, ele abriu os olhos e fez que sim pra mim com a cabeça, e ficamos ouvindo de mãos dadas. É meu avô que está ali, ainda que ele não consiga mais me chamar pelo nome; ainda restam bons momentos pra gente compartilhar.
Outra boa notícia é que a Dalva, meu braço direito aqui em casa, conseguiu alugar uma casa depois de 6 meses de peregrinação pelas imobiliárias. Ela estava morando conosco desde dezembro, passando pelas situações mais constrangedoras e absurdas tentando alugar uma casinha. Hoje, finalmente, conseguimos fazer acontecer. Parece banal, mas não me entra na cabeça como é que uma pessoa tão correta, que trabalha tanto, pode ser privada do direito de ter o seu próprio canto, seu lar, com suas coisinhas dentro. Não é à toa que ela saiu da imobiliária ontem segurando a chave como quem recebe um troféu.
Bom, então é isso, hoje o meu sór tá mais brilhante.