Confusão bonitinha da Laura, ao ver uma pipa no céu:
"Olha, mãe, uma Piscila!"
Onnnn.
segunda-feira, 31 de julho de 2006
domingo, 16 de julho de 2006
Por aqui, a correria não pára.
Meu aniversário foi jóia, acordei com o Memo me dando os parabéns e falando bobagi no meu ouvido: "Vem assoprar a velinha, vem". Hohohoho.
Meu avô recebeu alta do hospital - yay! - e passamos o dia acertando a internação dele numa clínica. Fiquei contente com o que vi por lá: um batalhão de enfermeiras e ajudantes e proprietários envolvidos com todos os internos e respectivas condições. Todo mundo muito atencioso e jeitoso com os velhinhos. Todos os ambientes imaculados e cheirosos. Vi uma senhora de 95 anos tocando piano divinamente na hora do lanche, no refeitório. Imaginei na hora o bem que esse ambiente vai fazer ao meu avô, que foi pianista clássico a vida inteira.
A clínica não restringe horário de visita, e permite até que se durma lá, se houver leito disponível na casa onde mora o paciente. Essa notícia foi boa para minha avó, que está de coração partido com a separação, depois de 60 anos de casamento. Meu avô vai passar pela avaliação do geriatra uma vez por semana, e receber as sessões de fisioterapia de que tanto precisa.
Só agora me refiz do susto que foi a notícia da alta do hospital. Como é que se espera que a família tenha todo o aparato necessário para tratar um paciente nessas condições?! Cama e colchão especiais, fisioterapeuta, 3 enfermeiros, alimentação rigorosamente balanceada administrada por sonda, cadeira de rodas... Meu avô ficou internado por 1 mês, e todas as respostas do médico sobre o prognóstico dele eram evasivas. De um dia pro outro, pum, tá de alta! Te vira! Sei lá, pode até ser a rotina deles e tal, mas que é desumano, é.
O preço da clínica ainda é salgado pra gente, mas é quase metade do que tenho visto por aí. Essa semana vamos colocar a casa dos meus avós à venda, assim eles podem usufruir do patrimônio deles adequadamente - fico puta quando aparece gente falando da herança! Eles nunca mais vão poder morar naquela casa, que foi comprada com o dinheiro deles. Então, que ela se transforme em recurso para garantir uma velhice digna, caramba. Que nunca mais falte fralda, remédio e alimentação adequada.
Outro dia recebi um email de uma amiga, me perguntando se eu não achava "deselegante" falar tão abertamente dos meus problemas no blog. Meu, sei lá, de repente é. Mas eu não tenho elegância, mesmo. Não estou a fim de fazer de conta que tá tudo muito simples e belo, nem de deixar de escrever por medo de faltar com a elegância. Blow me.
Os meninos foram acampar por uma noite no clube de campo. O Felipe voltou putíssimo, antes do horário combinado:
"Mãe, eles ficam forçando a gente a fazer as coisas. Forçam a brincar do que eles querem, forçam a formar equipes, forçam a fazer amizade. Eu sou amigo de quem eu quiser." Ai, casquinha de ferida.
Meu aniversário foi jóia, acordei com o Memo me dando os parabéns e falando bobagi no meu ouvido: "Vem assoprar a velinha, vem". Hohohoho.
Meu avô recebeu alta do hospital - yay! - e passamos o dia acertando a internação dele numa clínica. Fiquei contente com o que vi por lá: um batalhão de enfermeiras e ajudantes e proprietários envolvidos com todos os internos e respectivas condições. Todo mundo muito atencioso e jeitoso com os velhinhos. Todos os ambientes imaculados e cheirosos. Vi uma senhora de 95 anos tocando piano divinamente na hora do lanche, no refeitório. Imaginei na hora o bem que esse ambiente vai fazer ao meu avô, que foi pianista clássico a vida inteira.
A clínica não restringe horário de visita, e permite até que se durma lá, se houver leito disponível na casa onde mora o paciente. Essa notícia foi boa para minha avó, que está de coração partido com a separação, depois de 60 anos de casamento. Meu avô vai passar pela avaliação do geriatra uma vez por semana, e receber as sessões de fisioterapia de que tanto precisa.
Só agora me refiz do susto que foi a notícia da alta do hospital. Como é que se espera que a família tenha todo o aparato necessário para tratar um paciente nessas condições?! Cama e colchão especiais, fisioterapeuta, 3 enfermeiros, alimentação rigorosamente balanceada administrada por sonda, cadeira de rodas... Meu avô ficou internado por 1 mês, e todas as respostas do médico sobre o prognóstico dele eram evasivas. De um dia pro outro, pum, tá de alta! Te vira! Sei lá, pode até ser a rotina deles e tal, mas que é desumano, é.
O preço da clínica ainda é salgado pra gente, mas é quase metade do que tenho visto por aí. Essa semana vamos colocar a casa dos meus avós à venda, assim eles podem usufruir do patrimônio deles adequadamente - fico puta quando aparece gente falando da herança! Eles nunca mais vão poder morar naquela casa, que foi comprada com o dinheiro deles. Então, que ela se transforme em recurso para garantir uma velhice digna, caramba. Que nunca mais falte fralda, remédio e alimentação adequada.
Outro dia recebi um email de uma amiga, me perguntando se eu não achava "deselegante" falar tão abertamente dos meus problemas no blog. Meu, sei lá, de repente é. Mas eu não tenho elegância, mesmo. Não estou a fim de fazer de conta que tá tudo muito simples e belo, nem de deixar de escrever por medo de faltar com a elegância. Blow me.
Os meninos foram acampar por uma noite no clube de campo. O Felipe voltou putíssimo, antes do horário combinado:
"Mãe, eles ficam forçando a gente a fazer as coisas. Forçam a brincar do que eles querem, forçam a formar equipes, forçam a fazer amizade. Eu sou amigo de quem eu quiser." Ai, casquinha de ferida.
sexta-feira, 7 de julho de 2006
A primeira coisa que senti quando vi esse blog foi fome. Aliás, vontade de comer. Melhor ainda, vontade de ser criança e de ter uma lancheira estilosa como essa, cheia de guloseimas saudáveis.
A segunda coisa que senti foi vergonha. Pros meus filhos, eu mando uma "tapaué" (huahuahuahua) com pão com amendocrem e suco maguary na garrafinha de 1 reau.
O terceiro sentimento foi a vontade de mudar radicalmente a alimentação do povo aqui em casa. Ainda não somos o que há de mais trash, mas somos bem viciadinhos em coisas como nutella e pizza.
E a quarta coisa que senti, que encerrou o devaneio e me lembrou de quem eu sou foi...preguiça.
Nhé.
A segunda coisa que senti foi vergonha. Pros meus filhos, eu mando uma "tapaué" (huahuahuahua) com pão com amendocrem e suco maguary na garrafinha de 1 reau.
O terceiro sentimento foi a vontade de mudar radicalmente a alimentação do povo aqui em casa. Ainda não somos o que há de mais trash, mas somos bem viciadinhos em coisas como nutella e pizza.
E a quarta coisa que senti, que encerrou o devaneio e me lembrou de quem eu sou foi...preguiça.
Nhé.
quarta-feira, 5 de julho de 2006
Ela já dorme na cama, no quarto com os irmãos, mas toda manhã vem me acordar cochichando: "doçula", "quelida", "bom dia!".Aí eu levanto a ponta do edredom e ela vai se enfiando lá dentro, grudando em mim, abraçando meu pescoço e sorrindo com os olhinhos fechados. Eu fico ali querendo reter pra sempre o cheiro e o calor dela comigo, sentindo meu coração derreter com o som daquela voz. Ela é meu bebê, minha amiguinha, meu sonho. E eu ainda custo a acreditar que ela chegou.
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