segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

Se eu quero costurar, minha tesoura de cortar pano sumiu.
Se eu quero pintar, meus pincéis estão arreganhados.
Se eu quero crochetar, meus novelos estão embaraçados.
Se eu quero bordar, minha agulha está quebrada.
Se eu quero recortar e colar, minha cola endureceu dentro do frasco.
Se eu coloco todas as minhas coisas no quartinho dos fundos e tranco a porta e escondo a chave, a parede do quartinho mofa por causa da umidade das chuvas.
E é pra achar tudo isso divertido, né? Não, só pra saber.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

Dia feio, a chuva que não pára, as crianças rabugentas, a barriga dolorida. Nhé.

terça-feira, 16 de janeiro de 2007

A torcida nacional é para que seja outra menina. Para equilibrar os times, né? Mas essa noite sonhei que passeava com um bebezão, branquelo e repolhudo, menino, naquela fase em que está aprendendo a andar. E ele caiu e molhou a roupa. Fui procurar na sacola de troca e só encontrei roupas cor de rosa. E ele: Pô, mãe, rosa não.

Na fila do banco, o caixa perguntou: e aí, menino ou menina?
Eu: Tou fazendo um bolão, quer entrar?
Ele: Pra ajudar a comprar fraldas?
Eu: Não, pra financiar a vasectomia do papai.
Ele: Tô drentis.

É, acho que já estou aceitando bem a gravidez. Quem sabe até volte a escrever. Seria bom ter vontade de novo. De viver. De nascer.