Então, né. Uma das minhas "revoluções" de Ano Novo era arrumar um lugar longe de casa para poder trabalhar em paz. Não tá mais dando pra encarar as interrupções, distrações e sumiços (de anotações, canetas, livros) por conta da presença constante das crianças. Tá uma cirandinha sem-fim: o trampo não rende por causa das interrupções, e não posso ficar com as crianças nas horas em que elas precisam porque tem trampo pra terminar. Tou dormindo uma média de 4 horas por noite e os efeitos disso sobre minha saúde já estão aparecendo.
Aí, estávamos eu e uma amiga-parenta-caléga-mãe-e-tradutora compartilhando as pitangas outro dia e bateu o "tóim": fomos assuntar a disponibilidade de umas salinhas comerciais que já estavam fechadas há mais de um ano, e que por feliz coincidência ficam a dois quarteirões tanto da minha casa quanto da dela. Sacumé, perto o bastante, mas longe o suficiente. Perfeito!
Conversa vai, conversa vem, descobrimos que o dono das salinhas é um amigo dela. Que topou alugar as salas pra gente com todas as facilidades do mundo. Uma delas foi trocar a reforma pelo aluguel.
E a gente foi pra cima na mesma hora, né, porque parecia fácil. Aparentemente, precisávamos só repor uma pia e pintar as paredes, que estavam meio descascadas. Hohoho, santa ingenuidade.
Paredes de gesso e textura por cima do reboco + calhas entupidas + pedras e canteiros não-impermeabilizados do lado de fora = infiltrações e pedaços despencando pra todo lado. Neste exato momento, a aparência das salas é esta:
E infelizmente, não há nada que eu possa fazer a respeito das sancas BREGUÍSSIMAS nem do piso NAUSEANTE (jesuis, como vou conviver com esse xadrez de azul-céu, me pergunto).
Mas, ah. Só de pensar na minha mesa arrumadinha, no silêncio, nos quadrinhos que vou por na parede, nos vasinhos de planta, dá coragi. Ô se dá.
